Seja gentil com suas versões passadas que não sabiam as coisas que você sabe hoje.

Essa frase tá escrita e colada na minha parede, trabalho de frente pra ela todos os dias. Mas isso não é escudo suficiente para me proteger das armadilhas da minha mente.

De vez em quando eu tô quietinha e começo a pensar em diálogos antigos onde eu achei que ia tão bem, mas na verdade faltei com empatia, compaixão e até com respeito, ainda achando que estava fazendo o melhor. Aí fico me julgando e me martirizando por deslizes que já prescreveram no tempo.

Gravando o episódio sobre felicidade do Chá com a Impostora, que entrou no ar hoje, eu tive um desses momentos. Entendi que já errei muito ao querer consolar pessoas em sofrimento com visões otimistas e positivistas, querendo tapar um buraco de dor que na verdade precisava respirar aberto antes de se fechar no seu tempo.

Eu honro as mulheres que já fui, mas às vezes eu tenho um pouco de vergonha delas também. Aí eu olho pra frente e releio a frase, meu lembrete diário de que não sou mais a mesma, tampouco é o rio que me banho ou a vida que me cerca.

Todo dia eu busco novas ferramentas pro meu amadurecimento emocional, e sem dúvidas fazer o Chá com a Impostora está sendo uma delas. E das mais valiosas. A segunda temporada do podcast está no ar, com novidades. Vai lá ouvir, tá no seu player de podcast preferido. ☕️

Chá com a Impostora – Felicidade

Foto que Rafael Mudo tirou de uma outra eu em um rio que já não existe mais como antes.

Anna Terra

Anna Terra

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